Perda de Fôlego: O que é e como proceder.

Venho por meio desta abraçar qualquer mãe ou pai que vivencia ou vivenciou essa situação com seus filhos e dizer: Vai passar.

Espero que esse texto possa chegar para quem precise dele, assim como também essa informação chegou para mim.

O Antônio já é o meu terceiro filho e, portanto, eu sempre imaginei que seria aquela maternidade fácil, sem desafios.
Mas como tudo que essa jornada nos traz, eu cuspi pra cima e caiu no meio da minha testa.

O primeiro episódio aconteceu quando o TomTom (como chamamos ele carinhosamente) tinha 2 anos.
Ele estava correndo na praia, escorregou e caiu de cara na areia.
Eu estava logo atrás dele e corri para socorrê-lo, ele puxou o ar com toda força para chorar, mas para minha surpresa o choro não veio.
A boca dele começou a ficar roxa, os olhos viraram pra trás e ele desmaiou no meu colo.
Pensei que ele tinha batido a cabeça com força e por isso tinha perdido a consciência, mas aos poucos ele foi voltando, e mesmo acordando mais lentinho, ficou bem.

Depois desse episódio, vários outros começaram a acontecer: Ele começava a chorar, a boca ficava roxa, os olhos viravam e ele desmaiava.
Os desmaios passavam rápido, a gente ia acalmando ele e ele voltava com os olhos meio parados, sem entender o que estava acontecendo.

Nós estávamos muito assustados, e procuramos alguns profissionais que pudessem nos ajudar, pois comecei a achar que meu filho estava com algum quadro epilético.
Na consulta com a neuro, foi indicado um exame profundo na cabecinha para descartar algum tipo de tumor, crise epilética entre outros.

Ele passou a noite no laboratório com muitos eletrodos na cabecinha, acordado e depois dormindo.
Como demorava uns 3 dias para sair o resultado, eu comecei a pesquisar nos meus grupos de mães se isso já tinha acontecido com alguém, e uma mãe me passou o link de um perfil de uma outra mãe numa rede social trazendo o mesmo relato que eu descrevi, e dizendo que o diagnóstico era apenas Perda de fôlego.

Quando os resultados dos exames saíram, ficamos aliviados porque, para nossa felicidade, vieram todos perfeitos!
O que nosso menininho tinha era realmente Perda de fôlego, e não existia nenhum tratamento que pudesse ser feito.
A Perda de Fôlego é uma característica que acomete cerca de 5% das crianças, e ela acontece porque a criança não consegue conciliar choro com a respiração e acaba entrando em apneia.
Como nosso corpo é muito “sábio”, ele desliga para a criança voltar a respirar, e por isso acontecem os desmaios.
Não existe perigo de vida e geralmente vai se estabilizando até que a criança faça 3 anos.
E foi o que aconteceu com nosso menino: Os episódios foram ficando mais espaçados, e agora com 4 anos já faz muitos meses que não acontecem mais.

E claro: se isso acontecer com seu filho não descarte procurar um médico para que o diagnóstico seja feito!

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